Eu vejo essa tendência como um sinal dos tempos. O fenômeno "undercosumption core" soma mais de 10 mil vídeos no TikTok e coloca jovens de 20 a 30 anos no centro de um novo cenário social.
Como especialista, observo que plataformas e performance ativam um movimento que mistura prática real e narrativa — do Project Pan ao vídeo de Alice Muller com 105,3 mil visualizações.
Há um fato claro: 1 em cada 3 usuários afirma ter comprado algo por influência das redes sociais. Isso muda a vida do consumidor e o mundo das marcas.
Vejo microgestos — usar o mesmo tênis por dois anos, esgotar um creme — que viram trend e reprogramam hábitos. 🧭
Minha ideia é traduzir dados em escolhas possíveis para empresas e pessoas. No curto tempo, essa convergência entre comportamento e plataformas cria janelas de transformação.
Nas últimas semanas, notei como formatos simples no TikTok aceleraram uma mudança de prática. A plataforma soma mais de 10 mil vídeos que transformam menos consumo em sinal de pertencimento.
TikTok como catalisador
Como pesquisador, observo que a rede social premia vídeos curtos, repetíveis e fáceis de comparar. Esse formato torna um hábito doméstico — usar o mesmo tênis por dois anos — um conteúdo que engaja e se espalha.
https://www.youtube.com/watch?v=8Q3tM_-L-Ro
Project Pan no Brasil
No Brasil, o project pan virou rotina: separar produtos, usar até a última gota e celebrar os “empties”. Um exemplo: Alice Muller abriu embalagens para aproveitar o restinho e somou 105,3 mil visualizações.
Entre estética e realidade
A especialista Lilian Carvalho lembra que o discurso do “não consumo” pode virar distinção de classe. Parte da audiência vive essa prática por necessidade, não por escolha estética — e isso muda a conversa sobre justiça.
Pressão, pertencimento e gatilhos
Pressão de escassez nas redes sociais ativa impulsos de compra. Casos como Heloísa mostram gastos e ansiedade diante de lançamentos (Rare Beauty a R$169) e alertam para risco de endividamento.
"A melhor compra pode ser usar o que você já tem em casa."
Entre feeds e prateleiras, a geração jovem redesenha o sentido dos objetos.
Identidade em fluxo
Michel Alcoforado descreve a identidade dos jovens como movimento: é mais um estou do que um sou. Eles testam peças, ideias e narrativas em vídeos e medem resultados no dia a dia.
O Instituto Akatu propõe uma régua prática: comprar com critério, estender o uso e planejar o descarte. Essa sequência ajuda a transformar intenção em prática sem moralizar.
Dados da WGSN e Box1824 mostram que a Gen Z mudou de visão após a pandemia e se engaja em causas. No Brasil, porém, a realidade socioeconômica cria tensões: reduzir pode ser escolha para alguns e necessidade para outros.
"Transformar necessidade em processo permite autonomia e reduz desperdício."
| Fase | Prática | Benefício |
|---|---|---|
| Compra | Lista de critérios e espera | Menos compra impulsiva |
| Uso | Extensão da vida útil, reparo | Economia e menos lixo |
| Descarte | Doação, upcycling | Impacto social e ambiental |
Minha ideia: transformar limites em método. Defina metas mensais de uso, registre aprendizados e ajuste o carrinho com fatos — assim a redução vira ferramenta de liberdade, não de culpa. 🧠
Marcas hoje enfrentam uma nova lógica: vender menos e fidelizar mais. Vejo empresas que transformam durabilidade em diferencial técnico e comercial. A Stanley é um exemplo claro: comunica resistência e ainda lança novidades sem empurrar acúmulo.
Tratar vida útil como inovação gera valor. Produto com garantia, manual de cuidado e suporte reduz devoluções e cria lealdade. Consumidores relatam manter a mesma garrafa por mais de um ano e isso vira argumento de venda.
Alison Santana propõe avisos sobre saúde financeira e moderação. Marcas que declaram publi, explicam custo total e frequência de uso protegem reputação.
No dia a dia, táticas simples funcionam: lista de desejos, janela de espera e filtragem de anúncios reduzem compras por impulso.
"Menos compra não significa menos mercado; significa mercado com mais sentido."
Fecho este texto defendendo uma ideia prática: trends só valem se melhoram o dia a dia das pessoas em casa e reduzem gastos sem excluir quem tem menos.
Na prática, a regra é clara: use o produto até o fim, adie a compra por alguns dias e compare alternativas. Isso corta compras por impulso e diminui desperdício.
Como especialista, recomendo três focos para o próximo ano: enxugar o número de produtos abertos, planejar compras por categoria e medir a redução mês a mês.
Para marcas, menos consumo é convite para repensar portfólio, serviço e conteúdo. Projetos como project pan e guias de uso transformam vídeos em valor real para o consumidor. 🌍
Para mim, o termo descreve um movimento que mistura redução de gastos, estética de minimalismo e narrativas antidesperdício que se espalham rapidamente em plataformas como TikTok e Instagram. Vídeos curtos mostram pessoas usando menos, reaproveitando produtos e fazendo o “project pan” (usar produtos até o fim). Isso cria uma imagem aspiracional que engaja milhões — especialmente jovens — ao mesmo tempo em que gera debate sobre hipocrisia e marketing. Exemplo: um tutorial mostrando como finalizar uma base cosmética reúne alcance alto e comentários sobre economia doméstica.
Eu vejo o TikTok como acelerador por três motivos: formato curto, algoritmo que promove conteúdos com alto engajamento e cultura de trends. Um vídeo sobre “usar menos” pode virar challenge e inspirar centenas de outros criadores. O alcance é massivo; o engajamento, imediato. Marcas e influenciadores surfam isso para lançar campanhas que pareçam autênticas, mesmo quando o objetivo é aumentar vendas.
Project Pan é a prática de terminar produtos — geralmente cosméticos — antes de comprar outro. No Brasil, ganhou apelo por ser prático e anti-desperdício. Eu já participei de versões em que listamos produtos prioritários e registramos progresso em vídeos. Isso cria senso de comunidade e reduz desperdício, além de forçar reflexões sobre hábitos de compra.
Não. Há uma tensão real. Parte é aspiracional: minimalismo como estilo de vida. Outra parte responde a restrições financeiras: fazer mais com menos. Eu costumo explicar com exemplos reais: jovens de classe média usam a estética para construir identidade; famílias de baixa renda aplicam técnicas práticas de economia. Ambos grupos influenciam o discurso nas redes.
Sim. Eu noto que mensagens de “últimas unidades” ou drops limitados acionam o gatilho da escassez. Influenciadores amplificam esse efeito ao mostrar peças raras ou edições especiais. Isso cria sensação de pertencimento e urgência, que muitas vezes leva a compras impulsivas — justamente o oposto do objetivo declarado de reduzir consumo.
A Geração Z vive identidade em fluxo. Ela usa “menos consumo” como forma de expressão e símbolo de valores. Eu observo que muitos jovens misturam moda circular, trocas e brechós digitais com consumo estratégico de marcas que demonstram propósito. Para eles, autenticidade e sustentabilidade precisam aparecer nas ações e na comunicação da marca.
Marcas precisam agir com transparência e foco em durabilidade. Eu recomendo práticas concretas: comunicar vida útil dos produtos, oferecer reparos, criar refil ou programas de retorno. Exemplos reais ajudam: comunicar testes de durabilidade, mostrar processos de fabricação e oferecer guias financeiros que orientem o consumidor a comprar menos, mas melhor.
Pode. Eu já vi empresas venderem mais ao promoverem produtos mais duráveis e escolhas informadas. Consumidor valoriza qualidade e transparência. Programas que ajudam clientes a planejar compras, criar listas de desejo e evitar impulsos podem, paradoxalmente, aumentar a lealdade e o ticket médio ao longo do tempo.
Eu uso e recomendo recursos simples: listas de espera, timers antes da finalização, lembretes de orçamento e curadoria de conteúdo que filtre anúncios. Ferramentas de educação financeira, como planilhas ou apps de controle de gastos, também reduzem impulsos. Nas redes, seguir perfis que promovem economia prática e durabilidade ajuda a mudar hábitos.
Sim. Empresas ajustam portfólios, investem em inovação e repensam campanhas. Alguns lançam linhas mais duráveis; outros oferecem serviços de manutenção. Eu vejo mudanças em setores como moda, cosméticos e embalagens. Estratégias focadas em ciclo de vida e reparabilidade ganham atenção dos consumidores e influenciam decisões de compra.
Medir exige dados: pegada de carbono, taxa de retorno e durabilidade comprovada. Eu sempre peço relatórios claros, metas verificáveis e certificações reconhecidas. Exemplos práticos: estudos de ciclo de vida (LCA), números de produtos reparados versus descartados e políticas de transparência sobre cadeia de fornecimento.
Comece pequeno. Eu sugiro priorizar reparo, listar necessidades reais antes de comprar e experimentar o Project Pan para cosméticos. Educação financeira e tempo de reflexão antes da compra fazem diferença. Use as redes para aprender, não para impressionar. A mudança real vem de hábitos consistentes, não de posts.
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